Governo do Distrito Federal
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28/06/19 às 7h49 - Atualizado em 28/06/19 às 7h50

Perfil do Procurador: Iran Machado Nascimento

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Procurador do DF desde 1999, Iran Machado Nascimento nasceu em Goiânia e passou sua infância e parte da adolescência em Goiás, entre uma e outra cidade do interior. Seu pai, Iran Velasco Nascimento, foi promotor de Justiça do Estado e, à época, antes da garantia da inamovibilidade, a mudança de Comarca era algo mais frequente do que o ideal.

 

Aos 14 anos, mudou-se para Belém, no Pará, quando o pai assumiu cargo de Juiz Federal. Ficou lá por quase quatro anos, quando finalmente a família veio para Brasília. Foi assim que, aos 17 anos e em sua 19ª mudança de cidade, Iran iniciava a sua trajetória de sucesso na cidade em que iria conhecer sua esposa, Silvia, com quem teria filhos – Maria Luiza (13), Caio (11) e Manoela (8) – e onde iria se realizar profissionalmente.

 

Ao chegar a Brasília, logo iniciou o curso de Direito na UnB. “A advocacia sempre me fascinou”, afirmou Iran. “Numa família de servidores públicos, iniciar uma carreira na advocacia privada era algo, digamos, difícil (risos). Então acabei indo na trilha do concurso público e, logo nos primeiros anos de faculdade, descobri o cargo de Procurador do DF. Aí me apaixonei. Era uma carreira que reunia a advocacia e o serviço público”, relembra.

 

Como estava certo do que queria, Iran iniciou sua preparação ainda na faculdade, entre as disciplinas acadêmicas e o cargo que ocupava na Câmara dos Deputados. “Uma escola de vida”, declara o hoje Subprocurador-Geral do DF. O que ele não sabia, entretanto, era que alguns de seus colegas de faculdade viriam a ser, também, colegas de trabalho. São seus contemporâneos de UnB os Procuradores Rogério Cavalcanti, Úrsula Figueiredo, Paola Aires, Marlon Tomazette, Rodrigo Chaves, Vinícius Pacheco, entre tantos outros. “São profissionais extremamente competentes e de muito valor”, destaca.

 

Assim que se formou, prestou concurso para a Fundação Universidade de Brasília (FUB) e foi aprovado. Deixou as salas de aula e passou a integrar os quadros da UnB.  Atuou na FUB entre abril 1997 a agosto de 1999, quando tomou posse no cargo de Procurador do DF. Por aqui, sua trajetória teve início no antigo Centro de Estudos, posteriormente renomeado para COMAT. Antes de ser lotado na então Procuradoria Fiscal – hoje Procuradoria-Geral da Fazenda Distrital (PGFAZ) -, passou pela Procuradoria de Pessoal e também pelo Gabinete do Procurador-Geral, onde atuou como Assessor Especial.

 

Mas foi mesmo na área fiscal, onde está desde 2009, que Iran se realizou profissionalmente. “O início na PROFIS foi muito desafiador.  Era um momento de transição muito grande. Antes, as execuções fiscais corriam nas Varas de Fazenda Pública, juntamente com os demais processos. Assim que eu entrei, tinha sido recém-criada a Vara de Execuções Fiscais, o que acelerou a tramitação das execuções, de modo que passamos a receber aqui na Procuradoria uma enxurrada de execuções de uma só vez. Éramos cinco ou seis colegas no Núcleo de Execuções Fiscais. Foi um momento tenso. Os escaninhos não paravam. Tirávamos os processos pela manhã e, ao final do dia, havia mais do que no início”, relembra.

 

No final de 2016, Iran recebeu com entusiasmo o convite para integrar o novo Núcleo Estratégico. Agora os desafios eram diferentes. “São ações mais relevantes, em que se discutem milhões de reais. São muito complexas, mas que possibilitam um trabalho intelectual muito gratificante também”, afirma Iran.

 

Ele explica que “o estratégico atua também nas ações inovadoras, que podem abrir caminho para centenas de outros processos. São os leading cases – processos líderes, em tradução literal. É um trabalho de advocacia intensa. Exige trabalhar a causa, elaborar peças processuais muito bem fundamentadas, falar com os magistrados,sempre acompanhado de um bom memorial. Depois da inclusão em pauta, no caso dos processos em curso nos tribunais, falar também com os demais julgadores. E, no dia marcado, fazer a sustentação oral. Isso faz toda a diferença na efetividade do nosso trabalho, resultando no que temos visto hoje, que é uma alta taxa de sucesso, que nos traz muito orgulho e satisfação, não apenas para nós, Procuradores responsáveis pelas causas, mas também para nossa Chefia direta da PGFAZ e do Gabinete da Procuradora-Geral, que, aliás, nos dão (todos, sem exceção) o suporte incondicional para que possamos bem desempenhar nossas atividades”, enumera o Procurador.

 

Essa dedicação exigida pelo trabalho na PGDF não afasta Iran daquilo que é, na verdade, sua verdadeira paixão: a família. No dia em que concedeu a entrevista para essa matéria, ele estava na iminência de entrar de férias. Na programação, nenhuma viagem. Apenas ficar com os filhos, curtir a rotina deles de levar e buscar na escola, nas aulas de teatro, judô, futebol etc., além de levar a família para comer algo em locais diferentes. “Faço isso com alguma frequência para poder fazer parte da rotina deles, porque no dia a dia é muito corrido”, justifica.

 

Realmente. Quando está trabalhando, Iran acorda às 4h30 para ir à academia. “É cronometrado porque 7h20 tenho de abrir a porta de casa para levar meus filhos para a escola. Faço questão de cumprir essa rotina, para estar sempre com meus filhos, nem que seja em uma pequena parte do dia. Foi duro no início, mas agora já me acostumei”, afirmou.

 

Ao responder sobre como executar essa rotina tão puxada com tamanha dedicação, Iran explica: “Sou muito disciplinado e metódico. Sempre fui. São características que herdei dos meus pais Iran e Sônia, de quem, aliás, trago, com muito gratidão e amor, princípios básicos que norteiam minha vida pessoal e profissional. E aquilo que era uma tendência se sedimentou quando servi no Exército. Sou Oficial R/2 com muito orgulho. Isso me ajuda demais, porque faço o dia render em razão dessa organização”.

 

Mas isso não basta, ele logo entrega. Silvia é o nome dela. Sua esposa, nascida em Minas Gerais e a quem conheceu em Brasília, em 1993, tem fundamental importância em toda essa história que contamos. “Lembro como se fosse hoje. Há cerca de quinze anos, eu estava na Procuradoria, minha esposa me ligou e disse: ‘comprei um teste de farmácia e deu positivo’. Eu não sabia se eu ria ou se eu chorava”, relembra com saudades. Além de casa, essa parceria hoje se estende ao ambiente profissional. Iran e Silvia são sócios em um escritório de advocacia. “É minha chefe em casa e no trabalho”, diz Iran.

 

Hoje, depois de 20 anos de casados, Iran ressalta a parceria e o apoio que sempre recebeu da esposa. “A Sílvia é uma pessoa espetacular. Minha vida mudou muito desde que a conheci. Ela sempre me apoiou em tudo. Costumo dizer que ela é meu trevo da sorte. Todos os planos que traçamos juntos desde que a conheci, graças a Deus, conseguimos levar adiante. Além disso, ela me trouxe uma segunda família. Tenho um carinho muito grande pelos pais e todos os demais parentes da Sílvia (irmão, cunhada, sobrinho, dezenas de tias, tios e primos). Eles me acolheram como um filho”.

 

Planos para o futuro?  “Continuar a desempenhar meu trabalho da melhor maneira possível, de forma a deixar um legado de muita dedicação e responsabilidade para a PGDF e também para os cidadãos do DF, que são os destinatários finais do nosso trabalho”, finaliza Iran.